Depoimentos de pacientes: prótese e artrose de quadril e joelho
Esta página reúne relatos de pacientes gravados em vídeo e publicados com autorização. Cada pessoa conta, com as próprias palavras, como era a situação antes do tratamento, o que foi feito e como está hoje. São experiências individuais, apresentadas para informar: não substituem a avaliação médica e não representam o resultado esperado para outras pessoas.
Relatos sobre o quadril
Como foi a recuperação de uma prótese de quadril aos 33 anos, com artrose avançada?
Aos 33 anos, o paciente tinha artrose avançada do quadril; ele relata que, antes da cirurgia, sentia muita dor e não conseguia amarrar o cadarço nem colocar a meia no pé direito.
Conta que praticava corrida e caminhada, mas ficava dois ou três dias com dor depois de cada caminhada, e que vinte a trinta minutos em pé já provocavam dor.
Diz que deixou de jogar futebol, que praticava desde criança, e que chegou a fazer pilates acreditando que o problema fosse apenas limitação de movimento.
Relata que foi colocado de pé pela equipe ainda no primeiro dia e que não teve problemas no pós-operatório.
Conta que deixou a muleta rapidamente e que, por volta de dois meses, já caminhava muito bem e que, com quatro meses, fazia fortalecimento na academia sem dor; na conversa, o médico lembra que a recuperação completa é considerada de seis meses.
“eu não conseguia amarrar o cadarço, colocar meia no pé direito”
Como foi tratar a osteonecrose da cabeça do fêmur em um dos lados?
A paciente relata que recebeu o diagnóstico de osteonecrose da cabeça do fêmur e que apenas um dos lados precisou ser operado; o outro lado, segundo a conversa no vídeo, não dói e seguiu sem cirurgia.
Conta que passou três anos andando de muleta, com muita dificuldade e dor, e que a medicação já não fazia efeito.
Diz que adiou a cirurgia por medo, porque ouvia relatos de pessoas que operaram e não ficaram bem.
Relata que a recuperação foi mais fácil do que esperava e que deixou o andador e a muleta rapidamente.
Conta que voltou a passear, viajar e dançar.
“hoje eu passeio viagem eu danço”
Como foi decidir, junto com o médico, não operar o desgaste no quadril?
O paciente relata que tem desgaste no quadril e que chegou ao consultório com dor intensa no quadril, no joelho e em toda a perna.
Conta que foi acompanhado pela equipe em várias consultas e que a medicação, em duas ocasiões, não resolveu bem a dor.
Diz que se preparou várias vezes para operar, mas desistia com medo.
Relata que a dor aliviou com o tratamento, que está caminhando sem dor e que decidiu não operar porque está bem, decisão com a qual o médico concordou.
Conta que vai fazer fisioterapia por indicação médica.
“não vou fazer cirurgia porque eu estou bem e ele aceitou”
Como foi enfrentar o medo da anestesia antes da prótese de quadril?
O paciente relata que tinha artrose avançada no quadril e que a dor passou a limitar a caminhada, fazendo-o mancar e ficar para trás nos passeios com a família.
Conta que também perdeu amplitude de movimento do quadril.
Diz que, no pós-operatório, as maiores dificuldades foram levantar da cama e cumprir o repouso, e que teve atendimento de um especialista em casa e depois fez fisioterapia.
Relata que usou andador, depois bengala, e que em seguida voltou à rotina.
Conta que hoje, perto dos 70 anos, pratica musculação de segunda a sexta, pedala e relata não sentir dor.
“pratico de segunda a sexta musculação, faço perna, faço braço”
Relatos sobre o joelho
Como foi adiar por medo a cirurgia do segundo joelho?
A paciente relata que já havia feito cirurgia em um dos joelhos e que, por medo, adiou por anos a prótese do outro joelho, que já estava indicada.
Conta que andou mais de um ano de muleta e tomou muita medicação, o que a fez hesitar em operar o outro lado.
Diz que a recuperação não foi fácil: teve dor por cerca de um mês a um mês e meio e, segundo o médico, precisou de um bloqueio anestésico adicional no centro cirúrgico.
Relata que, depois do acompanhamento, hoje caminha tranquilamente e não tem mais dor nos dois joelhos.
“hoje eu caminho tranquilamente”
Como foi conviver por décadas com dor no joelho e decidir pela prótese?
A paciente relata que conviveu cerca de 40 anos com dor nas pernas, desde uma queda, e que dormia, acordava e trabalhava com dor.
Conta que tomava muito remédio, que o alívio durava pouco e que precisava aumentar a dose.
Diz que, mesmo com dor, seguiu trabalhando e cuidando da família, deixando a própria saúde para depois.
Relata que a perna foi entortando, ficou em X, e que sentia vergonha de usar certas roupas.
Conta que já havia feito outras cirurgias no joelho antes da prótese; na conversa, o médico explica que usou uma prótese com recursos para estabilizar o joelho, e ela relata que a cicatriz ficou mais fina.
“Doendo, dormindo com dor, acordando com dor, trabalhando com dor.”
Como foi a recuperação de prótese nos dois joelhos aos 77 anos?
O paciente relata que passou cerca de cinco anos com dor no joelho, fazendo infiltrações, e que deixou de fazer coisas de que gostava, como subir escadas em viagens e caminhar em museus.
Conta que a perna foi ficando torta e que parou de sair de casa.
Diz que tinha medo de operar e adiava a cirurgia até ser encaminhado para avaliação.
Relata que fez prótese nos dois joelhos, que a recuperação foi dura e que passou cerca de seis meses dedicado aos exercícios e à fisioterapia.
Conta que hoje, aos 77 anos, caminha diariamente e que ficou de três a quatro horas em pé em um show; relata não sentir dor.
“o cara tem que ter foco, tem que fazer os exercícios”
O que estes relatos não significam
O resultado varia de pessoa para pessoa
Cada caso tem um ponto de partida diferente, e a resposta ao tratamento também é diferente. O fato de um paciente relatar melhora não significa que outra pessoa terá a mesma evolução. Há pacientes que mantêm alguma dor ou limitação depois da prótese.
O que influencia o resultado
O resultado depende de fatores próprios de cada pessoa, como o grau da doença, a condição de saúde antes da cirurgia e a reabilitação depois dela. Esses fatores, com as referências científicas, estão explicados nas páginas de prótese de quadril e prótese de joelho.
Quando a prótese é indicada
A prótese não é indicada só porque existe desgaste na articulação. A indicação considera doença avançada, dor e perda de qualidade de vida depois de tentadas outras alternativas. Quando esses fatores não estão presentes, a conduta pode ser seguir sem cirurgia, como em um dos relatos desta página.
Complicações descritas na literatura
Toda cirurgia tem riscos. Para a prótese de quadril e de joelho, a literatura científica descreve complicações como infecção, trombose (formação de coágulo nas veias, em geral da perna), luxação (deslocamento da prótese) no quadril e rigidez no joelho. A dor e a limitação das primeiras semanas fazem parte da recuperação; uma das pacientes desta página conta que teve dor por cerca de um mês a um mês e meio e, segundo o médico, precisou de um bloqueio anestésico adicional. As complicações, com as referências científicas, estão explicadas nas páginas de prótese de quadril e prótese de joelho.
A decisão é do médico assistente
Nenhum relato desta página indica tratamento. A decisão sobre qual conduta tomar no seu caso é exclusiva do seu médico, que avalia o conjunto — seu quadro clínico, exames, comorbidades e objetivos.
Foco exclusivo: artrose avançada de quadril e joelho
O Prof. Dr. Daniel Araujo Fernandes dedica todo o seu tempo de trabalho a uma área só: o tratamento da artrose — o desgaste avançado — do quadril e do joelho, do tratamento sem cirurgia até a prótese total (artroplastia) e as cirurgias de revisão.
Ele não atende ombro, coluna, pé, mão ou cotovelo. Quem procura o consultório com essas queixas é orientado a buscar o profissional da área, sem uma consulta intermediária que não resolveria o problema.