PROTESE DE QUADRIL E JOELHO | TRATAMENTO DA ARTROSE

Sarcopenia

Saúde e longevidade

A perda silenciosa que enfraquece músculos, ossos e sua independência

Entenda o que é, como identificar em casa, quando procurar ajuda e o que fazer para prevenir — com base nas evidências científicas mais atuais e nas recomendações das principais sociedades médicas internacionais.

Pessoas idosas ativas e sorridentes após uma sessão de exercício — a prática regular de atividade física preserva massa e força muscular e previne a sarcopenia O que éDiferençasGrupos de riscoAvaliação em casaPróximo PassoPrevençãoAdesãoFAQReferências

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Você não precisa esperar até depender de alguém para viver e fazer as coisas básicas do dia a dia. A sarcopenia é tratável — e você pode mudar isso hoje.

O que é sarcopenia, e por que ela importa para quem tem artrose?

Sarcopenia é a perda de força e de massa muscular que se acumula com o passar dos anos. O documento de referência europeu, de 2019, colocou a força muscular como característica central: a quantidade e a qualidade do músculo servem para confirmar o diagnóstico, e o desempenho físico ruim indica a forma grave.[1]

A razão dessa virada é empírica. Numa análise conjunta de coortes, duas medidas simples — a força de preensão da mão, que é a força do aperto medida num aparelho, e a velocidade de caminhada — previram, de forma independente, quedas, limitação de mobilidade, fratura de quadril e mortalidade em idosos da comunidade. Já a massa magra, ou seja, o peso do músculo do corpo medido por densitometria, o mesmo exame usado para avaliar os ossos, não se associou a esses desfechos.[2] Em outras palavras: importa mais o que o músculo faz do que quanto ele pesa.

Essa inversão tem uma consequência prática favorável ao paciente: força é justamente o que responde a treino, em qualquer idade. A perda de força não é uma fatalidade da idade — é uma condição que se identifica com testes simples e sobre a qual se pode agir.

Uma honestidade necessária: a definição prática ainda está sendo construída. Um estudo internacional de consenso, com 107 participantes de 29 países, registra que o acordo global alcançado até aqui é conceitual, e que a definição operacional, aquela que se usa no consultório, ainda está por vir.[3] É por isso que os números de prevalência variam tanto de um estudo para outro.

Esta página trata da sarcopenia no contexto que é o foco deste consultório: a artrose avançada de quadril e joelho e a prótese. A conduta de cada paciente é decisão do médico assistente, tomada na consulta, com o exame e os testes de força.

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Quem tem artrose de joelho ou quadril tem mais sarcopenia?

Numa revisão que reuniu quatro estudos e 7.495 participantes, a prevalência de sarcopenia em pessoas com artrose de joelho foi de 45,2%, contra 31,2% nos controles.[4] É um número alto, e precisa vir com a ressalva que os próprios autores fazem: a base é de apenas quatro estudos, a variação entre eles é altíssima, e eles abrem o trabalho dizendo que a evidência sobre esse tema é controversa.

O contraponto é grande e vem de população cirúrgica. Numa coorte de 445 pacientes avaliados antes da prótese de joelho, com outro critério diagnóstico, a sarcopenia apareceu em 9,4% — mais frequente em homens e crescendo com a idade.[7] Em uma revisão com 399.097 pacientes, a prevalência agrupada em candidatos à prótese de joelho foi de 20,1%.[5]

Em candidatos à prótese de quadril, um estudo de um único centro com 203 pacientes avaliados encontrou 28,1% com força de preensão baixa, 14,8% com sarcopenia confirmada e 10,3% com a forma grave.[6] É um centro só, e não mediu resultado de cirurgia.

Ou seja: dependendo do critério e de quem se examina, o número vai de cerca de 9% a 45%. Nenhum desses números, isolado, descreve o seu caso. O que se pode dizer com segurança é que a perda de força muscular é frequente em quem tem artrose avançada, e que ela merece ser procurada.

Os guias completos de cada articulação estão em artrose de joelho e artrose de quadril, e o que muda quando a cirurgia entra na conversa está em prótese de joelho e prótese de quadril.

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A sarcopenia piora o resultado da prótese?

A síntese de maior porte, com 399.097 pacientes, encontrou associação entre sarcopenia e maior chance de transfusão, pneumonia, infecção urinária, fratura em torno da prótese, luxação e soltura do implante na prótese de joelho, e de infecção urinária e soltura na de quadril.[5] São associações de estudos observacionais, medidas em razão de chances, uma forma relativa de comparar grupos, e o trabalho não fornece o risco absoluto de nenhuma delas — por isso esta página não traduz esses achados em "tantas vezes mais risco".

O único número absoluto que encontramos vem de um estudo com 180 pacientes com sarcopenia e 345 controles operados de joelho: complicações em 14,1% contra 4,1%. No mesmo trabalho, os autores registram que a maior parte das complicações foi limitada e resolvida com tratamento de suporte, e atribuem o achado ao estado geral pior desses pacientes.[8]

Na prótese de quadril, uma coorte de 306 pacientes mostrou que a sarcopenia grave — não a sarcopenia em geral — associou-se a recuperação funcional mais lenta e a pior função do quadril aos seis meses.[9]

Há um dado que equilibra esse quadro. Na coorte de 445 pacientes de prótese de joelho, os que tinham sarcopenia estavam pior aos seis meses, exceto na dor, mas aos doze meses não havia diferença entre os grupos.[7] A leitura honesta é que a recuperação tende a ser mais lenta, e não necessariamente pior no destino final — com a ressalva de que isso vem de um único estudo.

Duas coisas que não podemos afirmar, porque não encontramos evidência: que a sarcopenia aumente o tempo de internação, e que aumente a readmissão hospitalar depois da prótese.

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Sarcopenia aumenta o risco de queda e de fratura?

Numa revisão com 36 estudos e 52.838 pessoas, quem tinha sarcopenia apresentou maior risco de queda e de fratura.[10] O contraponto está no próprio trabalho e precisa ser dito: menos da metade dos estudos individuais encontrou essa associação — 10 de 22 para quedas e 11 de 19 para fraturas.

Uma segunda revisão, com 35 estudos prospectivos e 98.754 idosos, encontrou risco maior de queda, fratura, internação, incapacidade e óbito.[11] Esse trabalho tem uma errata publicada, o que recomenda cautela com os números exatos. Nenhuma dessas duas sínteses fornece o risco absoluto, isto é, quantas pessoas em cada cem caem ou fraturam. Por isso esta página não traduz esses achados em "tantas vezes mais risco": seria dar a um número uma precisão que ele não tem.

Um limite importante: essas fontes são de idosos da comunidade, não de portadores de prótese. Não existe estudo que meça queda ou fratura em torno da prótese especificamente em quem tem sarcopenia. O elo entre prótese e queda não está provado, e esta página não o afirma. O que esses dados justificam é medir a força e trabalhá-la, e não esperar pela queda. O que fazer depois de uma queda está em caí com a prótese: o que fazer.

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Como o médico descobre se eu tenho sarcopenia?

O caminho é o inverso do que o senso comum sugere: começa pela força, não pela balança nem pelo exame de imagem. O documento europeu propõe rastrear, medir a força, confirmar com a quantidade de músculo e classificar a gravidade pelo desempenho físico.[1] A medida de força de preensão da mão e a velocidade de caminhada são os testes que carregam o valor prognóstico.[2]

Existe um questionário curto de rastreio, muito usado. Ele tem uma limitação que precisa ser conhecida: numa revisão com 20 estudos, o desempenho dele variou muito conforme o critério usado como referência: a sensibilidade ficou entre 27% e 39% contra quatro critérios diagnósticos e chegou a 77% contra o critério europeu de 2019. A especificidade — acertar quem não tem — foi alta contra aqueles quatro, de 86% a 91%, e baixa contra o critério europeu, de 63%.[17] Em linguagem clara: um resultado positivo vale a pena investigar, e um resultado negativo não exclui sarcopenia na maior parte dos critérios.

Esta página não publica valores de corte de dinamômetro nem de velocidade de marcha. Os valores numéricos não aparecem nos resumos que consultamos, e número de corte é coisa que não se escreve de memória. Quem mede e interpreta é o médico, na consulta.

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Musculação reverte a perda de força depois dos 60?

Melhora a força, e isso está medido. Numa revisão com 26 estudos e 1.191 idosos com sarcopenia, o treinamento de força — a musculação — melhorou a força para esticar o joelho e a velocidade de caminhada em comparação com o grupo controle.[12] No mesmo trabalho, o treinamento com plataforma vibratória não melhorou a força, e o teste de levantar da cadeira não melhorou com nenhuma modalidade — dois achados úteis para não perseguir atalhos.

Um alerta importante para quem tem artrose de joelho: mais carga não é melhor. Num ensaio com 377 adultos acompanhados por 18 meses, o treinamento de alta intensidade não reduziu a dor nem a carga sobre o joelho mais do que o de baixa intensidade, e teve mais eventos adversos não graves, isto é, efeitos indesejados leves.[13] Treinar é o que importa; exagerar na carga não traz vantagem. O que a evidência mostra sobre exercício na artrose está em exercício para artrose de joelho.

Depois da prótese, uma revisão com 15 estudos e 1.021 pacientes mostrou que o treino de musculação com carga aumentada aos poucos, começado logo depois da cirurgia, não foi superior à reabilitação padrão em capacidade funcional, recuperação de força ou eventos adversos — sendo uma das opções.[14] Como treinar em cada fase está em musculação depois da prótese de joelho e em fisioterapia após a prótese.

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Adianta tomar proteína?

Como coadjuvante do treino, há sinal de benefício. Numa revisão com 10 ensaios e 1.154 participantes com sarcopenia, a suplementação de proteína do soro do leite aumentou a massa muscular e a velocidade de caminhada, e o ganho de força só apareceu quando havia treinamento junto.[15] Os próprios autores pedem mais estudos para validar o achado.

Isolada, não funciona. Num ensaio de um ano com 208 idosos saudáveis, a suplementação não alterou nenhum parâmetro medido em comparação com carboidrato; apenas o grupo que fez treino pesado com proteína preservou massa e ganhou força.[16] Vale registrar que o estudo teve participação da indústria e ainda assim deu resultado desfavorável ao suplemento — o que reforça a credibilidade do achado.

A leitura conservadora, e a que esta página adota: proteína é coadjuvante do treino, nunca substituto dele. Dose e quantidade são decisão do médico ou do nutricionista, na consulta, porque dependem do seu peso, dos seus rins e do que você já come.

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Tratar a sarcopenia antes da cirurgia melhora o resultado?

Não sabemos, e é assim que precisa ser dito. Procuramos ensaios clínicos que tratassem a sarcopenia antes da prótese e medissem o resultado da cirurgia, e não encontramos nenhum.

O que existe é insuficiente para sustentar uma recomendação. A revisão sistemática que reuniu 28 ensaios de preparo pré-operatório para prótese de joelho e quadril, sem selecionar pacientes com sarcopenia, encontrou alto risco de viés em 24 dos 28 ensaios — falhas de método que podem ter distorcido o resultado — e conclui que isso impede conclusão sobre a eficácia.[18]

Portanto, esta página não promete que fortalecer antes da cirurgia melhore o resultado dela. O que é razoável dizer é outra coisa, e mais simples: chegar mais forte é bom por si, e a força se ganha com treino orientado. Como se preparar está em como se preparar para a prótese de joelho e em como se preparar para a prótese de quadril.

A decisão sobre qual conduta tomar no seu caso é exclusiva do seu médico, que avalia o conjunto: o seu quadro clínico, os exames, as doenças associadas e os seus objetivos.

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Avaliação domiciliar

🏠 Avaliação que você pode fazer em casa

Existem testes simples, validados cientificamente, que permitem identificar sinais de sarcopenia sem sair de casa. Eles não substituem a avaliação médica, mas ajudam a reconhecer quando é hora de procurar um especialista.[12]

⚠️ Atenção: Esta avaliação é um rastreamento inicial e não substitui a consulta médica. Se seu resultado indicar risco, procure um profissional para confirmação diagnóstica. A autoavaliação não prescreve nem diagnostica — ela orienta.

Teste SARC-F — Responda 5 perguntas

O SARC-F é um questionário validado internacionalmente para rastreamento de sarcopenia, recomendado pelo EWGSOP2 e AWGS.[2][12][13]

Outros testes que você pode fazer em casa

Além do SARC-F, medidas simples complementam a avaliação e aumentam a precisão do rastreamento.[15]

1

Circunferência da panturrilha

Como fazer: Sente-se com os pés apoiados no chão, joelhos a 90°. Com fita métrica, meça a parte mais larga da panturrilha. Meça ambas as pernas e considere o menor valor.

Como medir a circunferência da panturrilha Valores de alerta: Menor que 34 cm (homens) · Menor que 33 cm (mulheres)[16][17][18] 2

Teste de levantar da cadeira (5 repetições)

Como fazer: Cadeira firme sem apoio de braço. Cruze os braços sobre o peito. Levante-se completamente e sente-se 5 vezes seguidas, cronometrando o tempo total.

Teste de levantar da cadeira Valor de alerta: Mais de 15 segundos para completar 5 repetições.[2][4] 3

Velocidade de marcha (4 metros)

Como fazer: Marque 4 metros em corredor plano. Caminhe no ritmo habitual. Cronometre. Divida 4 pelo tempo (segundos) = velocidade (m/s).

Valor de alerta: Velocidade menor que 0,8 m/s (mais de 5 segundos para 4 metros). Indica possível sarcopenia severa.[2][19] ⚠️ Quando procurar o médico?

Se o SARC-F deu ≥4, ou se a panturrilha está abaixo dos valores de corte, ou se os testes de cadeira/marcha estão alterados — procure avaliação médica completa o quanto antes , incluindo dinamometria.[15]

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O que comer para preservar o músculo?

Alimentação não substitui o treino, como está dito acima, mas caminha junto com ele. O guia reúne o que o Prof. Dr. Daniel Fernandes orienta na consulta.

Capa do Guia Alimentar — Prof. Dr. Daniel Fernandes

🥗 Guia Alimentar

Quer saber exatamente o que comer? O Prof. Dr. Daniel Fernandes preparou um guia completo e gratuito com a Nova Pirâmide da Comida de Verdade — proteínas, vegetais, frutas, grãos integrais e tudo que você precisa para fortalecer seus músculos pela alimentação.

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Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre sarcopenia

É a perda de força e de massa muscular que se acumula com os anos. O documento de referência europeu colocou a força muscular como característica central. A força de preensão da mão e a velocidade de caminhada preveem quedas, limitação de mobilidade, fratura de quadril e mortalidade, enquanto a massa magra medida por densitometria não se associou a esses desfechos. Os números variam muito conforme o critério e a população estudada, de cerca de 9% numa coorte de pacientes avaliados antes da prótese de joelho a 45,2% numa revisão de pessoas com artrose de joelho. O que se pode afirmar com segurança é que a perda de força é frequente em quem tem artrose avançada e merece ser procurada. Há associação com mais complicações em estudos observacionais, e um estudo mostrou complicações em 14,1% contra 4,1%, em sua maioria resolvidas com tratamento de suporte. Um dado importante: numa coorte de 445 pacientes, quem tinha sarcopenia estava pior aos seis meses, exceto na dor, mas aos doze meses não havia diferença entre os grupos. A recuperação tende a ser mais lenta, não necessariamente pior no destino final. O treinamento de força, a musculação, melhora a força e a velocidade de caminhada em idosos com sarcopenia, o que está medido em revisão com 26 estudos. Em quem tem artrose de joelho, treinar com alta intensidade não reduziu a dor mais do que treinar com baixa intensidade, e teve mais efeitos adversos não graves. Treinar é o que importa; exagerar na carga não traz vantagem. Como coadjuvante do treino, há sinal de benefício em pessoas com sarcopenia, e o ganho de força só apareceu quando havia treinamento junto. Isolada, não funciona: num ensaio de um ano com 208 idosos saudáveis, a suplementação não alterou nenhum parâmetro medido em comparação com carboidrato. Dose e quantidade são decisão do médico ou do nutricionista, na consulta. Não há evidência que responda a isso. Não encontramos nenhum ensaio clínico que tenha tratado a sarcopenia antes da prótese e medido o resultado da cirurgia. A revisão que reuniu 28 ensaios de preparo pré-operatório encontrou alto risco de viés em 24 deles e conclui que isso impede conclusão sobre a eficácia. Logo Prof. Dr. Daniel Fernandes MD, MSc, PhD Professor do Departamento de Cirurgia - UFSC

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A consulta médica é um atendimento presencial diretamente com o Dr. Daniel Fernandes para avaliação, diagnóstico e conduta individualizada.

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Embasamento científico

Referências

  1. [1] Cruz-Jentoft AJ, Bahat G, Bauer J, Boirie Y, Bruyère O, Cederholm T, Cooper C, Landi F, Rolland Y, Sayer AA, Schneider SM, Sieber CC, Topinkova E, Vandewoude M, Visser M, Zamboni M. Sarcopenia: revised European consensus on definition and diagnosis. Age Ageing. 2019;48(1):16-31. PubMed
  2. [2] Bhasin S, Travison TG, Manini TM, Patel S, Pencina KM, Fielding RA, Magaziner JM, Newman AB, Kiel DP, Cooper C, Guralnik JM, Cauley JA, Arai H, Clark BC, Landi F, Schaap LA, Pereira SL, Rooks D, Woo J, Woodhouse LJ, Binder E, Brown T, Shardell M, Xue QL, DʼAgostino RB Sr, Orwig D, Gorsicki G, Correa-De-Araujo R, Cawthon PM. Sarcopenia Definition: The Position Statements of the Sarcopenia Definition and Outcomes Consortium. J Am Geriatr Soc. 2020;68(7):1410-1418. PubMed
  3. [3] Kirk B, Cawthon PM, Arai H, Ávila-Funes JA, Barazzoni R, Bhasin S, Binder EF, Bruyere O, Cederholm T, Chen LK, Cooper C, Duque G, Fielding RA, Guralnik J, Kiel DP, Landi F, Reginster JY, Sayer AA, Visser M, von Haehling S, Woo J, Cruz-Jentoft AJ. The Conceptual Definition of Sarcopenia: Delphi Consensus from the Global Leadership Initiative in Sarcopenia (GLIS). Age Ageing. 2024;53(3). PubMed
  4. [4] Pegreffi F, Balestra A, De Lucia O, Smith L, Barbagallo M, Veronese N. Prevalence of Sarcopenia in Knee Osteoarthritis: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Clin Med. 2023;12(4). PubMed
  5. [5] Sumbal R, Abbas M, Sheikh SM, Sumbal A. Prevalence and Clinical Impact of Sarcopenia in Patients Undergoing Total Joint Arthroplasty: A Systematic Review and a Meta-Analysis. J Arthroplasty. 2024;39(12):3128-3135.e3. PubMed
  6. [6] Del Carmen-Rodríguez M, Plana-Villa B, Rodríguez-Pérez D, Tramunt-Montsonet C, Gómez-Vaquero C, Agulló-Ferré JL. Prevalence of Sarcopenia in Patients with Hip Osteoarthritis Undergoing Total Hip Arthroplasty: A Cross-Sectional Study Based on EWGSOP2 Criteria. J Clin Med. 2026;15(15). PubMed
  7. [7] Shon OJ, Kim GB, Cho SJ. Does Sarcopenia Accompanying End-Stage Knee Osteoarthritis Affect the Outcomes following Total Knee Arthroplasty?. Medicina (Kaunas). 2023;59(6). PubMed
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  10. [10] Yeung SSY, Reijnierse EM, Pham VK, Trappenburg MC, Lim WK, Meskers CGM, Maier AB. Sarcopenia and its association with falls and fractures in older adults: A systematic review and meta-analysis. J Cachexia Sarcopenia Muscle. 2019;10(3):485-500. PubMed
  11. [11] Su YC, Chang SF, Tsai HC. The Relationship between Sarcopenia and Injury Events: A Systematic Review and Meta-Analysis of 98,754 Older Adults. J Clin Med. 2022;11(21). PubMed
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  13. [13] Messier SP, Mihalko SL, Beavers DP, Nicklas BJ, DeVita P, Carr JJ, Hunter DJ, Lyles M, Guermazi A, Bennell KL, Loeser RF. Effect of High-Intensity Strength Training on Knee Pain and Knee Joint Compressive Forces Among Adults With Knee Osteoarthritis: The START Randomized Clinical Trial. JAMA. 2021;325(7):646-657. PubMed
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